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quinta-feira, 26 de junho de 2014

Você é a necessidade mais desnecessária que eu tenho. Como aqueles tantos vestidos no meu armário, e o desejo de comprar mais. A sensação de que qndo preciso de um vestido, eu não tenho nenhum pra usar. Eu preciso muito de vc, cada vez mais você, mas não sei pra que! (Nanda Assis)

Disseram que se devia ter alegria de viver. Então eu tenho". . Clarice Lispector in A Hora da Estrela

SAUDADE

Saudade é que nem gato. Ela dorme e silencia a dor. Quando a Saudade é boa passa o dia ronronando. Saudade deixa rastro. O gato come e a saudade consome. E como! E quanto mais come, maior ela fica, pior ela fica. Abre-se ferida. Saudade brinca. Brinca de correr atrás, se enfiar onde não deve e derrubar tudo no chão. A Saudade adora olhar para o além e ali fica. Saudade adora fazer alarde, ainda mais quando é tarde. Antes de dormir a Saudade brinca, porque sem ela não dá pra dormir. Ela mia aquele miado agudo bem forte quando a saudade bate. E aí ela arranha e machuca sem piedade...

quarta-feira, 11 de junho de 2014

REGRAS PARA VIVER UMA VIDA MAIS SUAVE

Navegava à toa pela internet quando encontrei um texto de autoajuda intitulado "7 Regras Fundamentais para a Vida". São regras básicas para um viver mais suave. Regras que todos conhecemos, mas que nem sempre conseguimos seguir. Vamos a elas: 1. Faça as pazes com o seu passado. É aquela história, de que adianta ficar remoendo o que está morto e enterrado? Isso só serve para perturbar o seu presente. 2. O que as outras pessoas pensam sobre você não é problema seu. Deixe que pensem, que falem, que julguem. Melhor ser você mesmo do que se disfarçar de "joão bobo" para agradar a boiada. 3. O tempo cura quase tudo. Respirar fundo, contar até dez, espairecer. Logo, as coisas clareiam. 4. Ninguém é responsável pela sua felicidade, além de você mesmo. Ficar posando de coitado, culpando os outros pelos seus fracassos, é foda. Se vira! C 5. Não fique comparando a sua vida com a vida dos outros. Até porque a vida dos outros não é da sua conta. 6. Não pense demais. Tudo bem não saber todas as respostas. 7. Sorria. Para mim, esta é a regra mais complicada de seguir. Não sei sorrir para agradar, nem sorrir para parecer feliz.

quinta-feira, 6 de março de 2014

E AGORA, MARIA?

Eu estou silêncio. Ando em profunda quietude. Desconstruindo os impossíveis, reaprendendo o possível. Eu estou ausência. Ando em profundo segredo. Permito-me a poucos. Eu estou resignação. Ando em profunda humildade. Aceito da vida a incerteza dos dias e respiro a esperança. Eu estou repouso. Ando em profunda calmaria. Mergulhada lá no fundo da alma. Quieta, admiro os fatos surpreendendo-me sem sustos. Eu estou palavras. Ando em profundas citações. Troco de verdade todos os dias. Essa é a de hoje. Eu estou liberdade. Ando em profundo alívio. Experimento sabores e cores. Eu estou paciência. Ando em profunda espera. Vai passar. Caminho devagar. Estou voltando. Devagar, devagarzinho. Ando emoções. Que se expandem, ganham proporções absurdas e depois se vão. Quase sempre sem saudades. Eu estou diferenças. Ando me desconhecendo. E me reconhecendo, principalmente. Eu estou saudades. Eu estou resiliência. Ando resoluções. E faço-me despedida. Assim seja.

LYA LUFT

Que, finalmente, o outro entenda que mesmo se às vezes me esforço, não sou, nem devo ser, a mulher-maravilha, mas apenas uma pessoa: vulnerável e forte, incapaz e gloriosa, assustada e audaciosa - uma mulher". Lya Luft, em "Pensar é Transgredir"

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

ENTÃO ELA DANÇOU....

Era uma vez uma menina triste. Um dia, sentada em sua casa, ela chorou a grande tristeza que carregava: a traição, as mentiras e a falsidade. Pensou que adultos podem mesmo, e quase sempre o querem, ser detestáveis. Já com os olhos vermelhos, ela quase sentia dó de si. Achou bonita a frase ‘dó de si’... Fechou os olhos, imaginou as notas, cantarolou a música distante e os ouvidos aguçaram-se para buscar uma canção qualquer. Ela levantou-se e começou a dançar devagarzinho. Um passo, outro, muitos outros... Sozinha na sala e na vida ela dançou e dançou e dançou. Entendeu muitas coisas enquanto dançava sozinha. Percebeu que lágrimas podiam ser passos de dança e dor podia virar música. Então ela sorriu e parou de chorar. A vida era mesmo muito difícil, pensou, mas ela podia dançar!

PAÍS TRISTÍSSIMO

Aquela prostituta chorando, além de eu mesmo, era também o Brasil: explorado, humilhado, pobre, escroto, vulgar, maltratado, abandonado, sem um tostão, cheio de dívida, solidão, doença e medo. Cerveja e cigarro na porta do boteco vagabundo: Carnaval, futebol. E lágrimas. Quem consola aquela prostituta? Quem me consola? Quem consola você, que me lê agora e talvez sinta coisas semelhantes? Quem consola esse país tristíssimo?”. . Caio Fernando Abreu in Pequenas Epifanias .

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

INSANOS?

Antes éramos apenas tímidos. Agora somos ansiosos sociais. Antes éramos apenas desconfiados. Agora somos paranoicos. Antes éramos apenas instáveis. Agora somos bipolares. Antes éramos apenas tristes. Agora somos depressivos. Antes éramos apenas exagerados. Agora somos obsessivos-compulsivos. Antes éramos apenas humanos, com nossos fracassos, frustrações, medos, expectativas, sonhos, insatisfações. Agora somos super-humanos e, movidos a antidepressivos e estabilizadores de humor, não nos é mais permitido falhar. Tudo virou síndrome, transtorno, distúrbio. Tudo virou diagnóstico. Mas será que estamos todos insanos? Ou inventaram essas tantas doenças mentais apenas para nos idiotizar? O que nos transformou em pessoas tão frágeis e mimadas, incapazes de suportar naturalmente as dores da vida? Sofrer faz parte do ser: humano. Mas, cada vez mais, estamos abdicando da nossa humanidade por um punhado de comprimidos coloridos anestesiantes. Será mesmo que esse é o caminho da tal felicidade?

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

É ASSIM DE WALT DISNEY

E assim, depois de muito esperar, num dia como outro qualquer, decidi triunfar... Decidi não esperar as oportunidades e sim, eu mesmo buscá-las. Decidi ver cada problema como uma oportunidade de encontrar uma solução. Decidi ver cada deserto como uma possibilidade de encontrar um oásis. Decidi ver cada noite como um mistério a resolver. Decidi ver cada dia como uma nova oportunidade de ser feliz. Naquele dia descobri que meu único rival não era mais que minhas próprias limitações e que enfrentá-las era a única e melhor forma de as superar. Naquele dia, descobri que eu não era o melhor e que talvez eu nunca tivesse sido. Deixei de me importar com quem ganha ou perde. Agora me importa simplesmente saber melhor o que fazer. Aprendi que o difícil não é chegar lá em cima, e sim deixar de subir. Aprendi que o melhor triunfo é poder chamar alguém de"amigo". Descobri que o amor é mais que um simples estado de enamoramento, "o amor é uma filosofia de vida". Naquele dia, deixei de ser um reflexo dos meus escassos triunfos passados e passei a ser uma tênue luz no presente. Aprendi que de nada serve ser luz se não iluminar o caminho dos demais. Naquele dia, decidi trocar tantas coisas... Naquele dia, aprendi que os sonhos existem para tornar-se realidade. E desde aquele dia já não durmo para descansar... Simplesmente durmo para sonhar

  O AMOR NO COLO A dor não pede compreensão, pede respeito. Não abandonar a cadeira, ficar sentado na posição em que ela é mais aguda. Vejo ...