-Por que quando você experimenta roupa em lojas de departamento a menina que fica na porta do provador sempre pergunta: serviu?
-Por que insistem em fazer blusas com listas horizontais que não favorecem ninguém? Engordam e achatam.
-Por que tudo é feito ou de poliéster ou de malha que enche de bolinha na primeira lavagem?
-Por que as lojas ficam parecendo um enterro com tantos pretos, marrons e cinzas TODOS os invernos?
-Por que não existe um padrão de tamanho? Numa loja sou 36 e na outra sou 40!
-Por que as mangas das malhas ou dos cardigãs são tão enormes e nunca ficam ajustadas no braço?
-Por que uma malha na CeA custa a mesma coisa que uma malha da Zara?
-Por que em todo provador tem uma criancinha correndo e abrindo as cortinas?
-E por que a meleca das cortininhas nunca ficam certas e sobra aquela frestinha?
"Apesar do medo, escolho a ousadia. Ao confronto das algemas, prefiro a dura liberdade. Voo com o meu par de asas tortas, sem o tédio da comprovação. Opto pela loucura, com um grão de realidade" Lya Luft
sábado, 31 de março de 2012
sexta-feira, 30 de março de 2012
pensamento da noite
Sou egoísta, impaciente e um pouco insegura. Cometo erros, sou um pouco fora do controle e às vezes difícil de lidar, mas se você não sabe lidar com o meu pior, então, com certeza, você não merece o meu melhor – Marilyn Monroe
MARTHA MEDEIROS
"Toda mulher é doida. Impossível não ser. A gente nasce com um dispositivo interno que nos informa desde cedo que, sem amor, a vida não vale a pena ser vivida,
e dá-lhe usar nosso poder de sedução para encontrar 'the big one', aquele que será inteligente, másculo, se importará com nossos sentimentos e não nos deixará na
mão jamais... Uma tarefa que dá para ocupar uma vida, não é mesmo?
Eu só conheço mulher louca. Pense em qualquer uma que você conhece e me diga se ela não tem ao menos três dessas qualificações: exagerada, dramática, verborrágica,
maníaca, fantasiosa, apaixonada, delirante. Pois então. Também é louca. E fascinante.
Nossa insanidade tem nome: chama-se Vontade de Viver até a Ultima Gota. Só as cansadas é que se recusam a levantar da cadeira para ver quem está chamando lá fora.
E santa, fica combinado, não existe. Uma mulher que só reze, que tenha desistido dos prazeres da inquietude, que não deseje mais nada? Você vai concordar comigo:
só sendo louca de pedra."
e dá-lhe usar nosso poder de sedução para encontrar 'the big one', aquele que será inteligente, másculo, se importará com nossos sentimentos e não nos deixará na
mão jamais... Uma tarefa que dá para ocupar uma vida, não é mesmo?
Eu só conheço mulher louca. Pense em qualquer uma que você conhece e me diga se ela não tem ao menos três dessas qualificações: exagerada, dramática, verborrágica,
maníaca, fantasiosa, apaixonada, delirante. Pois então. Também é louca. E fascinante.
Nossa insanidade tem nome: chama-se Vontade de Viver até a Ultima Gota. Só as cansadas é que se recusam a levantar da cadeira para ver quem está chamando lá fora.
E santa, fica combinado, não existe. Uma mulher que só reze, que tenha desistido dos prazeres da inquietude, que não deseje mais nada? Você vai concordar comigo:
só sendo louca de pedra."
segunda-feira, 26 de março de 2012
domingo, 25 de março de 2012
VERGONHA
Eu tenho vergonha:
Das muitas bobagens que eu já comprei
Dos pitis que já dei
Do tempo que passo na internet
De não ter feito o melhor que podia
Da minha mania de olhar um pedinte e cismar que ele está mentindo
Das (poucas!) vezes que ri quando alguém se esborrachou no chão
De sentir preguiça
De criticar
De não me empolgar com algumas causas relevantes
De quase todos os versos que já fiz
Das bobagens que eu pensava quando estava deprimida
Do carinho que não dei
Das vezes em que eu pensei "Bem feito!"
De comer mashmalow escondido
(CRISTINA FARON)
Das muitas bobagens que eu já comprei
Dos pitis que já dei
Do tempo que passo na internet
De não ter feito o melhor que podia
Da minha mania de olhar um pedinte e cismar que ele está mentindo
Das (poucas!) vezes que ri quando alguém se esborrachou no chão
De sentir preguiça
De criticar
De não me empolgar com algumas causas relevantes
De quase todos os versos que já fiz
Das bobagens que eu pensava quando estava deprimida
Do carinho que não dei
Das vezes em que eu pensei "Bem feito!"
De comer mashmalow escondido
(CRISTINA FARON)
sábado, 24 de março de 2012
+ incompletudes.... senhorita ká
mais incompletudes.... ka
Todas as noites, antes de dormir, escovo os cabelos até os braços doerem, pra ver se a vida desliza mais fácil – assim como os fios, em desembaraço. Então, o silêncio abraça-me tal modo que não consigo desgarrar.
Dá para entender? Não, né? Deixa para lá, hoje o dia não está bom para entender das coisas.
exausta, exausta… mas, resistindo. Feito meus cabelos (ou, o que restou deles)
tudo bem por ai? me conta alguma coisa do seu dia?
Todas as noites, antes de dormir, escovo os cabelos até os braços doerem, pra ver se a vida desliza mais fácil – assim como os fios, em desembaraço. Então, o silêncio abraça-me tal modo que não consigo desgarrar.
Dá para entender? Não, né? Deixa para lá, hoje o dia não está bom para entender das coisas.
exausta, exausta… mas, resistindo. Feito meus cabelos (ou, o que restou deles)
tudo bem por ai? me conta alguma coisa do seu dia?
DO BAÚ DO LÚ
Um rico advogado paulista, famoso na capital, gostava de caçar nas férias.
Estava fazendo tiro ao pato numa região de lagoas, em Patos de Minas. Um dos patos que ele alvejou caiu do outro lado de uma cerca de arame farpado. Sem ver vivalma por perto, pulou a cerca e, quando avançava pela propriedade, apareceu um velho dirigindo um tratorzinho, em sua direção.
- Moço, isso aqui é terra particular. Cê pode ir vortano.
- Mas é que eu atirei naquele pato, ele caiu aqui; só vim pegá-lo.
- Pó vortá. Caiu aqui, é meu.
- Olha, meu senhor, sou um influente advogado. Posso meter-lhe uns 15 processos, questionar o seu direito de propriedade, avocar o foro para São Paulo e o senhor vai à falência só de tanto que vai ter que viajar para lá. Vou acabar por lhe tomar esta fazenda. O senhor não me conhece. Não sabe do que sou capaz.
O velho assume um ar entre preocupado e amedrontado e argumenta:
- Peraí, sô. Pru quê que a gente não arresorve a questão usando a regrinha minera pra arresorvê pendenga?
- Como é isso?
- É assim: eu dou três chutes nocê. Depois ocê dá três chutes ni mim. Quem guentá mais caladim, quem gritá menos, ganha a pendenga.
O jovem advogado avalia aquele velhote franzino e, por curiosidade e pelo vício de ganhar disputas, resolve topar.
- Eu, qui sô mais véio, chuto premero.
O advogado concorda. O velho salta do trator e só aí o advogado vê as botinas duras de pneu que ele estava usando. Mas raciocina: 'Mesmo com essas botas, é um coroa franzino; eu agüento e depois acabo com ele no primeiro pontapé'.
O primeiro chute do velho é bem no saco do advogado, que se curva e se ajoelha gemendo. O segundo pega bem no nariz e o rábula se estatela no pasto lacrimejando e mordendo os lábios para não urrar de dor. O terceiro pegou nos rins e o advogado, mesmo se quisesse, não conseguiria gritar. Sequer consegue respirar, tamanha a dor.
Passam alguns segundos de agonia, no entanto, e ele começa a se recuperar. Põe-se de pé e ameaça:
- Agora pode ir rezando, vovô, que eu sou faixa marrom de karatê e vou desmontar o senhor só com um chute na testa.
- Num carece não. Eu disisto da pendenga. Reconheço que pirdi. Pó pegá seu pato.
Estava fazendo tiro ao pato numa região de lagoas, em Patos de Minas. Um dos patos que ele alvejou caiu do outro lado de uma cerca de arame farpado. Sem ver vivalma por perto, pulou a cerca e, quando avançava pela propriedade, apareceu um velho dirigindo um tratorzinho, em sua direção.
- Moço, isso aqui é terra particular. Cê pode ir vortano.
- Mas é que eu atirei naquele pato, ele caiu aqui; só vim pegá-lo.
- Pó vortá. Caiu aqui, é meu.
- Olha, meu senhor, sou um influente advogado. Posso meter-lhe uns 15 processos, questionar o seu direito de propriedade, avocar o foro para São Paulo e o senhor vai à falência só de tanto que vai ter que viajar para lá. Vou acabar por lhe tomar esta fazenda. O senhor não me conhece. Não sabe do que sou capaz.
O velho assume um ar entre preocupado e amedrontado e argumenta:
- Peraí, sô. Pru quê que a gente não arresorve a questão usando a regrinha minera pra arresorvê pendenga?
- Como é isso?
- É assim: eu dou três chutes nocê. Depois ocê dá três chutes ni mim. Quem guentá mais caladim, quem gritá menos, ganha a pendenga.
O jovem advogado avalia aquele velhote franzino e, por curiosidade e pelo vício de ganhar disputas, resolve topar.
- Eu, qui sô mais véio, chuto premero.
O advogado concorda. O velho salta do trator e só aí o advogado vê as botinas duras de pneu que ele estava usando. Mas raciocina: 'Mesmo com essas botas, é um coroa franzino; eu agüento e depois acabo com ele no primeiro pontapé'.
O primeiro chute do velho é bem no saco do advogado, que se curva e se ajoelha gemendo. O segundo pega bem no nariz e o rábula se estatela no pasto lacrimejando e mordendo os lábios para não urrar de dor. O terceiro pegou nos rins e o advogado, mesmo se quisesse, não conseguiria gritar. Sequer consegue respirar, tamanha a dor.
Passam alguns segundos de agonia, no entanto, e ele começa a se recuperar. Põe-se de pé e ameaça:
- Agora pode ir rezando, vovô, que eu sou faixa marrom de karatê e vou desmontar o senhor só com um chute na testa.
- Num carece não. Eu disisto da pendenga. Reconheço que pirdi. Pó pegá seu pato.
quinta-feira, 22 de março de 2012
E DAÍ?
Amanhã é sexta. E daí? Depois de domingo é segunda. E dai?. Tudo continua acontecendo, escorrendo, derretendo e se consumindo sem a minha interferência, nada depende de mim. Nada.
Sorte da minha gata, que nasceu para miar.
Sorte da minha gata, que nasceu para miar.
quarta-feira, 21 de março de 2012
Acabei de ler aqui pela "net" um pequeno artigo falando sobre "grosserias no Facebook". Não gosto de grosseria em lugar algum, por isso li com atenção o texto. E discordei de praticamente tudo. A escritora parecia pretender que nos sentíssemos culpados por exercer a liberdade e o arbítrio que só a internet nos dá. Olhe a prosaica lista de "grosserias" enumeradas:
1- Esquecer um dos milhares de aniversários da minha lista. Ai ai...
2- Compartilhar um link sem "curtir". Ora, se eu compartilhei é porque gostei. Está implícito! Mas para ser "gentil" a pessoa teeeeem que apertar o botãozinho de "curtir"?
3- Não agradecer uma mensagem em meu mural.
4- Não curtir um "link sensacional". Tá bom, mas e se eu não achar sensacional?
5- Não bater papo com todo mundo que queira bater papo comigo. (Era só o que faltava.)
6- Não aceitar solicitação de amizade de quem não seja "da minha panela". Agora me diga por que tenho que adicionar centenas de pessoas que não considero amigas ou que não desejo como amigas? Qual o problema se eu quiser ficar só com os amigos que já tenho de fato?
7- Excluir uma pessoa "sem justa causa". Por que não posso? Ha ha ha. Pois se isso é que é bom no Face! Agora se uma pessoa só fala m****, por quê eu tenho que carregar essa cruz?
8- Não querer ouvir "certas verdades" que queiram me dizer. Essa foi demais, ganhou todas. Dispensa comentários.
Será que só eu que penso assim?
(do blog da cristina)
1- Esquecer um dos milhares de aniversários da minha lista. Ai ai...
2- Compartilhar um link sem "curtir". Ora, se eu compartilhei é porque gostei. Está implícito! Mas para ser "gentil" a pessoa teeeeem que apertar o botãozinho de "curtir"?
3- Não agradecer uma mensagem em meu mural.
4- Não curtir um "link sensacional". Tá bom, mas e se eu não achar sensacional?
5- Não bater papo com todo mundo que queira bater papo comigo. (Era só o que faltava.)
6- Não aceitar solicitação de amizade de quem não seja "da minha panela". Agora me diga por que tenho que adicionar centenas de pessoas que não considero amigas ou que não desejo como amigas? Qual o problema se eu quiser ficar só com os amigos que já tenho de fato?
7- Excluir uma pessoa "sem justa causa". Por que não posso? Ha ha ha. Pois se isso é que é bom no Face! Agora se uma pessoa só fala m****, por quê eu tenho que carregar essa cruz?
8- Não querer ouvir "certas verdades" que queiram me dizer. Essa foi demais, ganhou todas. Dispensa comentários.
Será que só eu que penso assim?
(do blog da cristina)
sábado, 17 de março de 2012
ENTRE ASPAS
É fácil morrer. A toda hora, em todos os lugares, a morte está se oferecendo. Mais difícil é continuar vivendo. Eu continuo. Não sei se gosto, mas tenho uma curiosidade imensa pelo que vai me acontecer, pelas pessoas que vou conhecer, por tudo que vou dizer e fazer e ainda não sei o que será“.
. Caio Fernando Abreu in Limite Branco .
. Caio Fernando Abreu in Limite Branco .
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Às vezes acordava de noite e via as estrelas avançarem tão convincentes que não podia entender que alguém fosse capaz de desperdiçar tanto m...