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terça-feira, 18 de novembro de 2014

CAIO FERNANDO ABREU

"EU - Você gosta de mar? 
ELA - Gosto. Parece uma coisa que eu sinto às vezes por dentro...'' 
(Caio Fernando Abreu)

FELIZ

Para falar a verdade, nunca estive tão  bem.
Por que?  Não  quero saber  por quê.

ÁS VEZES

Ás vezes me esqueço que, em meio aos risos , tenho andado com uma lágrima escondida
no canto dos olhos.
Porque nesse trajeto de ser feliz, a gente num pisar de olhos, derrapa numa curva   chove
e molha meu olhar com alguma tristeza.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

MARIO QUINTANA

“A vida fica muito mais fácil se a gente sabe onde estão os beijos de que precisamos” – Mário Quintana

(*) Trecho do livro Felicidade, de Eduardo Giannetti.

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Todo sofrimento humano, não importa qual seja, resulta de uma incongruência entre a nossa vontade e desejos, de um lado, e o curso dos acontecimentos que nos afetam, de outro. Como lidar com a discrepância entre aspirações e realidade? Há dois modos básicos de reduzir ou anular essa incongruência. Um deles é adaptando e moldando os nossos desejos ao curso dos acontecimentos; e o outro é transformando as circunstâncias com que nos deparamos de modo a que atendam aos nossos desejos. Como as circunstâncias com as quais nos deparamos não estão sob o nosso controle e como o mundo é regido por leis que independem de nossa vontade, só nos resta submeter e adaptar o que está à mercê da nossa vontade, ou seja, os nossos desejos e aspirações, ao curso dos acontecimentos. (*) Acho que é bem isso. Somos cada vez mais infelizes porque teimamos em querer saciar todas as nossas vontades, desejos e caprichos. Queremos que tudo aconteça do jeito que planejamos e sonhamos, e, quando as coisas fogem do nosso controle (e elas sempre fogem), ficamos emburradinhos. Desejar é bom. Mas desejar demais pode causar sérios danos ao nosso sistema nervoso e, hoje, vivemos a “tirania do desejo”, vivemos uma época onde somos iludidos pelo “marketing da felicidade plena”, cujo lema parece ser: “Você pode tudo”. Mentira. A gente não pode tudo, não. A gente pode uma coisinha aqui, outra ali, o resto depende das circunstâncias – essas que a gente não tem como prever e controlar. Adaptar os nossos desejos à realidade que nos cerca é melhor maneira de escapar – ou ao menos diminuir – esse sentimento de incompletude que nos atormenta. Não é se conformar com o que você tem ou é, e passar a existência com a cara na lama. É desejar de acordo com as oportunidades que vão surgindo nas nossas vidas. Usaríamos menos ansiolíticos se aceitássemos as nossas impossibilidades. (*) Trecho do livro Felicidade, de Eduardo Giannetti.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

ACREDITO


Acredito em saudade, sei o quanto uma ausência pode doer, provocar contração muscular e até náusea. Ausência física, ausência da voz e do cheiro, das risadas e do piscar de olhos, saudade da amizade que ficará na lembrança e em algumas fotos. ( trecho do texto de Martha Medeiros)

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

PREGUIÇA DE SOFRER


Ando com tanta preguiça de sofrer, acho que minhas dores se cansaram de mim. Tenho estado diferente... sem aptidão para repetições. Com alguns machucados atravessados no peito, sentia medo de não reconhecer mais a inocência, mas hoje percebo que eles podem até ter feito faltar sorrisos, mas nunca motivos. Então cansei de doer. Agora vivo diante desse tobogã de possibilidades que é a vida. Afinal, foi na desistência que comecei a crescer... E, por tudo que doeu, agradeço, trago comigo infinito acervo afetivo. À noite, antes de dormir, diante do espelho, falo : - Ei... preciso saber se você ainda está aí... Fecho os olhos, e percebo que estou. Então, acho que dou conta de mim. (Solange Maia)
A vida não acostuma a oferecer colo, ela vira a gente do avesso... e daí ... dá um nó. (NÓS) desatamos. (Dulce Miller)
 Minha Realidade é feita de muitas coisas: um trabalho massacrante e desafiador. Meio que "Bombeiro" (...) vou apagando incendios, quase que reais. Ás vezes eu me sinto Feliz. Uma felicidade que vem do Silêncio...dos olhares e gestos cotidianos. Ás vezes percebo que estou no meio de minha felicidade: Um homem existiu em minha vida. Eu experimentava outro ser humano. Ele me experimentava.Uma curta história de amor, que se parece com tantas outras. Durou alguns anos. SÓ POSSO FALAR DA TRISTEZA E DA FALTA QUE ELE ME FAZ. Me sinto profundamente só... Penso que a minha alma não tema a menor chance de salvação... E eu me obrigo a rir aos prantos. Durou vários anos. Depois de viver com ele durante alguns anos, comecei a observa-lo.Ficava em silencio e, sentada, observava. Ele não existia apenas em relação a mim.Quanto mais ele se afastava, mais eu o entendia.Como se a distancia me desse maior lucidez. Meu medo diminuiu e a solidão mais fácil de suportar , quando eu via a insegurança dele. A adoração desapareceu. Notei seu cabelo grisalho;ele era muito mais velho, era sábio e estimulante: vaidoso e egoista. E descobri, com surpresa, que isso era amor. Com tristeza percebi que tudo logo terminaria... E quando terminou, tive a esperança de que ele não ficasse sozinho. Que uma nova mulher tomasse conta dele melhor do que eu. Algo tinha se esmagado dentro de mim. Estou passando por uma MUTAÇÃO. Vi o interior de uma pessoa, e estou cheia de ternura pelo que descobri. Durante um período pegamos nas mãos um do outro e permanecemos dolorosamente unidos. Quando a tempestade passar...seremos verdadeiramente amigos. texto de elza rocha

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

só as pílulas nos salvam

O IDIOTA FELIZ!: só as pílulas nos salvam: Quem precisa de filosofia tendo pílulas? Quem precisa do amor do próximo tendo pílulas? Quem precisa de Jesus tendo pílulas?

VOCÊ TEM UM VÍCIO?

Nunca dormi agarrada a travesseiros. Tenho uma amiga que precisa de um verdadeiro ”arsenal” para poder pegar no sono. São dois travesseiros na cabeça, um entre os braços, outro entre as pernas, e um logo abaixo dos pés. Eu, que gosto de ficar bem solta, nunca fui adepta dessa prática. Quer dizer, até agora. Mas, recentemente, de um-dois meses para cá, durmo todos os dias abraçada a um travesseiro. Só notava que o danado estava agarrado a mim ao acordar. Quer dizer, eu agarrada a ele. Sei lá! Vai saber quem agarra quem, não é? No começo, achei que era coisa boba, uma eventualidade que ia passar. Afinal, nunca precisei dormir agarrada a travesseiros. Só que não passou. Aliás, piorou! Agora, já me atraco ao senhor-fofo ainda acordada. Virou vício. Há pouco, entre um trabalho e outro, bem no intervalo para uma xícara de café acompanhada de apenas uma torradinha, fiquei pensando nos motivos para estas mudanças, variações, de comportamento. Como é que essas coisas acontecem? Por que a gente muda e nem percebe? Dá um certo medo porque, “donos da razão” que achamos ser, pensamos saber tudo sobre a gente. Mas, se isso é verdade, como é que não sei, por exemplo, de onde surgiu essa nova “necessidade”? Outro dia, discutindo com um conhecido, eu disse: “você quer saber mais de mim do que eu mesma?”. E ele respondeu: “Sim, mas é claro! Alguém de fora tem visão privilegiada e não sofre de miopia interna”. Pois bem, então deve ser isso. Estou míope. Liguei para minha amiga SUELI, que é psicóloga. Quem sabe ela não teria uma explicação melhor? Contei do causo-do-travesseiro e ela disse que, muito provavelmente, estou brincando de corte-costura. What? É mais ou menos assim: sabe quando a costureira prega um pedaço de pano para cobrir um furo ou rasgo? Pois é. Foi isso que ela quis dizer. Estou “remendando” alguma coisa. O travesseiro teria o mesmo efeito que tem outros tipos de “drogas”. Preenchem uma necessidade. Tá, entendi. Mas, vício em dormir com travesseiros pra mim é novidade. Coisa estranha essa história de vício, né? Fiquei pensando nos meus. São tantos! Escrever no blog vicia. Comer chocolate vicia. Falar bobagem vicia. Ler vicia. Fazer sexo vicia. Ouvir música vicia. Beber vicia. Fumar vicia. Dormir agarrada em travesseiros? Não, não vicia (ou será que vicia?). Tentei mais explicações, mas, ela me despachou porque estava atendendo uma paciente um pouquinho mais grave que eu e meu ”vício” de dormir com travesseiros (coisa pequena, só uma tentativa de suicídio). A única certeza que cheguei foi que, com ou sem travesseiro, sou inteirinha remendada! Um verdadeiro vestido de chita, cheia de vícios-remendos. E você? Anda se remendando com algum vício também? Qual é o seu vício?

quarta-feira, 30 de julho de 2014

SOU COMO UM LIVRO

Sou como um livro...
Há quem me interprete pela capa.
Há quem me ame apenas por ela.
Há quem viaje em mim.
Há quem viaje comigo.
Há quem não me entenda.
Há quem nunca tentou.
Há quem sempre quis ler-me.
Há quem nunca se interessou.
Há quem leu e não gostou.
Há quem leu... e se apaixonou.
Há quem apenas busca em mim palavras de consolo.
Há quem só perceba teoria e objetividade.
Mas, tal como um livro, sempre trago algo de único...
o melhor de mim.

  O AMOR NO COLO A dor não pede compreensão, pede respeito. Não abandonar a cadeira, ficar sentado na posição em que ela é mais aguda. Vejo ...